namastê para Zélia Duncan


lucia_ae
Originally uploaded by Lucia Freitas

Pensei
Que haveria um pouco mais
De amor para mim
Guardei
Cada luar
Cada verso encoberto
Nas notas da canção

Pra que
Se um vazio me esperava
E eu não percebi
Devolve meus dias
Minha alegria
Diz nos meus olhos
Verdades ruins
(Esse é o refrão)
(2x)

Que não foi bom rimar
Cada carinho que eu fiz
Que a minha voz cantada
Nem soa tão bem
Que os nossos sonhos
Foram pesadelos
Enfim,
Mas pelo menos
Fala pra mim

Esse silêncio
É que me atordoa
Se foi tudo à toa
Volta e me deixa
Me recolho,volto ao meu mundo
O que é só meu
Tem que voltar pra mim

Me lembro quando
Você passou
Era um dia tão claro de sol
Pensei:”Meu Deus,
É um sonho!”
Meu coração feito louco
Batuque

Por isso agora
Não me machuque
Vou te guardar como
Triste lembrança
Ninguém jamais vai me
Enganar outra vez
Eu prometo à vocês

Trechos de caderno

Um tanto de rigidez, um tanto de poroso, um pouquinho de densidade – e um inchaço que sobrevem (ou brota) em algum lugar destas camadas. São camadas, loops, sucessões – de histórias, experiências, formas… Ao escrever, me espanto!
O quanto eu sou capaz, hoje, de me modular e ESCOLHER, de acordo com o meu humor, com o ambiente, com o momento e o acontecimento, a forma que quero usar. Tenho um repertório de formas – não é infinito, às vezes fica fino, às vezes se abre. E me vem a imagem de que a Regina tanto falou enquanto a gente leu, experimentou e viveu o Anatomia Emocional, junto com o grupo 3: um leque de formas de faz quando desmanchamos as distorções.
novas lascas de comportamento desprendem-se de nós.
E depois do grande processo de desmanchamento, o processo formativo vai se fazendo – um pouco de atenção, muito trabalho, auto-reconhecimento, manejo (pouco, pouco, pouco, um pouco de cada, tudo minúsculo, quase invisível).
um micron basta para construir um novo caminho, criar pequenas brechas – como flores que brotam no cimento. O pequeno, o minúsculo faz uma enorme diferença.

Sobre confiança


Hoje, durante minha meditação, descobri o óbvio. Eu confio na vida e nas pessoas de quem gosto. Confio que ela me trará de volta alegria e satisfação. Na ciranda de atravessamentos em que estou desde o fim de abril, seguir confiando é o mais difícil. Serei perdoada? não sei. mas continuo teimando.
As dificuldades da vida só fazem aumentar e, não fossem Ângela e José Roberto Alencar, eu com certeza não estaria aqui pra contar qualquer história.

Dia dos Namorados?

Pra dizer que dia dos namorados em 12 de junho? Tô fora! Ô invenção brazuca (é de 1949, pra quem não sabe), mequetrefe. Vale 14 de fevereiro, 13 de junho, dia de Nossa Senhora Aparecida… 12 de junho? Arght!