Par ou ímpar


Vago na vaga, uma onda grossa
Que vem do lado a lado
Surge do nada – e lembra futuros que não são
Frutos da ilusão
Dúvida, divisão, cisão
Sentimentos em sucessão vertiginosa
Vontade de não. Desejo de sim.
Fica, vai, me deixa, me ama
Sem possibilidade de lentificação
Quero o futuro e o passado me assola. Entra de sola
Testosterona, sentidos, falta cor-agem.

O luxo de sofrer


Ninguém pode mais se dar ao luxo de sofrer muito.
Sofrimento faz recolher, retrai potência, nos coloca para dentro.
E faz parte da vida, do crescer, do viver. Ajuda a encontrar um caminho.
Surge em pequenas bolhas, que podem ou não escorrer.

Digestão explicada

Precisava digerir os afetos, incluir aprendizados, refazer comportamentos.
Tudo desce lento, ritmo de jibóia – termina em irritação. Quem foi que disse que raiva é ruim?
Quando o processo termina, hora de colocar para fora, limpar. Vou fazendo no ritmo da chuva. Embalo na produção (enraivecida).
Hoje fiz comunicação pro povo anatômico – minha primeira newsletter de próprio punho! Apropriação pouca é bobagem: fotos minhas, design emprestado da MS (arght), bate-bola.
Outro marco: o primeiro site que vendi pra Active Duck vai ao ar logo, logo. Agora só faltam mesmo os últimos detalhes.
Ah! Enquanto isso, pela via Dutra chega algo velho…
Nada como esperar produzindo!

Ressaca reeditada


Muitos acontecimentos, pouco tempo para processá-los. Teve encontro com Martha e Valéria na Marga. Saímos de lá pro bar Brahma, estabanei. Sábado, parei. Domingo, eleições. No meio do caminho até a urna, fiquei maus porque não levei a digital comigo – encontrei bandos de gente com nariz de palhaço e não registrei!
Por baixo de tudo, um cansaço pré-menstrual. Muitos acontecimentos, afetações enormes. Vamos (Active Duck) colocar o site da DisqFloral&Aromaterpia no ar… Corro contra o tempo, contra a escassez, a favor da vida.
Bateu um ressacão brabo. Preciso jiboiar pra digerir…

Overdose

Francisco Gaspar, Chico. Os olhos que brilham. As mãos, lindas. Miudeza cheia de força. A alegria de encontrar – de vez em quando, normalmente de passagem. Cruzamento. Eu saindo, ele entrando. Cada um no seu rumo na vida. Ele também jornalista, fotógrafo, ator, videomaker. Moço de muitos nomes, lindo e querido. Um amor à distância.
Hoje estreou curta onde ele atua: O.D. – Overdose Digital. Ator principal, minha gente! O ator global virou coadjuvante!!! E Chico mostra a que veio ao mundo. (Enquanto escrevo a Charlote, gata preta, está no colo. Será que olha as letrinhas? Opa, aninhou…)
Para completar, conheci um diretor jovem, totalmente desconhecido: Marcos DeBrito. Gente! Que cara! Roteiro lindo, texto ótimo, imagens de arrasar.
Corram para o cinema. Viva o Chico, o Marcos, o Leonardo (o global), a diretora de arte, a equipe inteira!!!

Comentário do Johannes (via e-mail):
Gostei do filme no geral…prefiro as cenas recortadas…sempre gostei de gibis e me agrada os HQs…
De voce meu caro?!….Adorei…Juro…bom te conhecer agindo neste mundo imagens…..tem cenas que marcam filmes, tem duas cenas suas que são intensas e marcam o discurso do filme….bom pra car…,,
Vou escrevê-la deste modo:
Cruzados os mundos, os desejos vao se enlaçando. As mãos escorregam sobre a mesa e o destino está lançado ao chão. Entre -laça as mãos colocadas atrás da cabeça, aguarda o tempo, gato velho, do insuportável. O teu sorriso me interroga e te vejo os dentes, escondidos, aguardando. Na ante sala um outro, logo seu, num destino de si ao invevitável. Me roubas a vida em fotos e te alimentas. És insaciável.