Ah, tristeza

Sempre me achei uma loba solitária, adorava ficar só, não ter de lidar com interferências, pedidos, conversas.
Pois é… a vida nos prova errados.
Hoje o Leo, que tem sido um magnífico parceiro, dividindo a casa comigo (acampado no escritório, diga-se) comunicou: vai para Bauru no fim de semana e não volta mais. Ah, já?
Ele está aqui desde o começo de janeiro, dividindo dias, noites e madrugadas. Parceiro de compra, ajudando a manejar o dia-a-dia. Vou sentir falta. Sei que a nossa amizade segue, melhor, mais íntima, mais forte. Mas bateu uma tristezona. E uma alegria, porque sei que ele vai ser feliz. Em tempo: vou sentir falta dos prrrrr da Sashimi também…
[Update] Roubaram o carro do Leo, os planos mudaram. Mas ele já está alugando um apê novo – valeu Escritório Almeida Leite! – e volta pra cá por pouco tempo.

quando um vcast é pura poesia

Está anoitecendo, o céu tenta ficar rosinha (mas não consegue)
A pouca passarinhada busca seus ninhos
Te vejo on-line e sinto tua voz, teu rosto, tuas mãos fazendo o que sempre fazem comigo: tremores, terremotos, idas e vindas que me disparam pro mundo, me sonham, me abraçam…
Sorrio, gargalho, respiro fundo pra conter esta mágica e fazer dela uma relação.
Olhos úmidos, mãos que suam, tarefas que me chamam. Ok, já vou…
Mas agora é paixão, é entrega, é receber mils carinhos, é dar muito carinho.
Hora de descobrir, investigar, descobrir como fazer esta plantinha crescer.
Aqui resta a certeza de algo absolutamente novo, realmente poético e vivido de dentro das vísceras.

Crisis? Where?

Os dias são lindos, azuis, cheios de alegria.
Numa noite quente surge a dor. Uma dor enorme e fina, atravessadora.
“Medo, mano velho, achei que tinha te mandado ver navios no cais de Santos.”
O dia segue lindo. Eu travo, outro faz. E fazer, eu sei, traz mais afazeres. Cria mundos e novas perspectivas. O pecado, surdo-mudo, preenche células.
Afazeres se acumulam na tela.
Indiferente, a muda cresce, ramifica, cria outras possibilidades.

Violets for your furs

Era um dia de verão. Sexta-feira de Carnaval. Eu imaginando como seria sair com o Bola Preta no Rio, preparando o tal do site que nunca sai (uff), fazendo orçamentos, últimos contatos antes da parada geral para a folia. E rolava uma discussão quente nas tais das listas. E eu esquentei junto: mandei uma mensagem ENORME, sem medo de pancada. Só disse o que realmente sinto a respeito do assunto e do site em questão (não, eu não vou citar). Resultado: o moçoilo que me interessava ficou feliz, feliz. Convidou pra um drinque. (vocês estão vendo o sorrisinho aqui? Imaginem, imaginem)
Mais do que rápido topei. Na velocidade da luz, liguei. Fiz bem – muito bem. Ao vivo, o que senti navegando se confirmou: é um homem maravilhoso, mesmo. Intuição virtual? Rá! Foi de verdade mesmo.
E agora, como diz a Marga linda, segue a vida, começam os disparos, vislumbres de outros mundos. Agora começa este cruzamento único que o amor traz: sorrir pro dia lindo que amanheceu, pra briga dos gatos, pra dor que toma conta quando o moço da uma sumidinha…
Nem tudo são maravilhas. Nunca é. Mas é bom! Preparem-se: poesias virão.
Foto do Flickr da Esther 17 em homenagem aos dias 17 – de todos os meses.

Não te conheço?

Na internet acontecem coisas especiais. Você conhece pessoas, compartilha experiências e descobertas, descobre outros mundos, participa de listas, discute, conta histórias… Mundão feito de gente. E funciona como o mundão “real”: simpatias, parcerias, antipatias e relações vão se fazendo nos contatos.
Hoje tenho mais contato com gente que não conheço pessoalmente ou não vejo há muito tempo do que com gente de carne e osso. Sou uma mulher pra lá de feliz. Uma das coisas que mais gosto é gente – de preferência inteligente e bem-humorada, mas essas qualidades não são condições para um bom encontro.
Tudo isso para deixar claro que estou encantada por um cara que conheci na internet. Ele não tem a menor idéia disso, tenho quase certeza que jamais notou minha “presença”. E a cada dia que passa, me vejo mais derretida. Suas fotos são geniais, o cara escreve textos sensacionais, manda dicas pra lá de bacanas na lista em que o conheci… visito o seu flickr – às vezes até deixo recadinhos mas não declaro interesse -, leio os textos nos blogs (ele também tem muitos), escuto seus podcasts. Já sei que ele também gosta de gatos (tem dois).
Observo tudo, teoricamente coberta de anonimato, e fico na minha. Digo teoricamente porque sei que ele pode descobrir quem eu sou (na internet, como na vida aqui fora, privacidade e anonimato são uma falácia). Mas porque tentaria?
Suspiro.
Vou trabalhar que ganho mais. Mas que este homem parece ser um pedaço de mau caminho, ah, isso ele parece. Estou curiosa.