Não te conheço?

Na internet acontecem coisas especiais. Você conhece pessoas, compartilha experiências e descobertas, descobre outros mundos, participa de listas, discute, conta histórias… Mundão feito de gente. E funciona como o mundão “real”: simpatias, parcerias, antipatias e relações vão se fazendo nos contatos.
Hoje tenho mais contato com gente que não conheço pessoalmente ou não vejo há muito tempo do que com gente de carne e osso. Sou uma mulher pra lá de feliz. Uma das coisas que mais gosto é gente – de preferência inteligente e bem-humorada, mas essas qualidades não são condições para um bom encontro.
Tudo isso para deixar claro que estou encantada por um cara que conheci na internet. Ele não tem a menor idéia disso, tenho quase certeza que jamais notou minha “presença”. E a cada dia que passa, me vejo mais derretida. Suas fotos são geniais, o cara escreve textos sensacionais, manda dicas pra lá de bacanas na lista em que o conheci… visito o seu flickr – às vezes até deixo recadinhos mas não declaro interesse -, leio os textos nos blogs (ele também tem muitos), escuto seus podcasts. Já sei que ele também gosta de gatos (tem dois).
Observo tudo, teoricamente coberta de anonimato, e fico na minha. Digo teoricamente porque sei que ele pode descobrir quem eu sou (na internet, como na vida aqui fora, privacidade e anonimato são uma falácia). Mas porque tentaria?
Suspiro.
Vou trabalhar que ganho mais. Mas que este homem parece ser um pedaço de mau caminho, ah, isso ele parece. Estou curiosa.

Tadinho

É duro ter muitos corpos para administrar: professora, mulher, profissional, jornalista.
É difícil ter muitos blogs também – principalmente quando um é pessoal.
Acabo de me tocar que não escrevo aqui há 12 dias! Meu “journal” ficou parado na declaração da tristeza (a crise foi pra conta da TPM). Não é o mapa correto da minha vida.
Nestes últimos dias investi pesado na divulgação do você na web, em vender o Yellow Duck (casa de ferreiro, espeto de pau: o site ainda não está no ar) e buscar um novo emprego. Além disso,
tem trabalho para o Canadá (ainda é segredo) e divulgação do Adega&Vinhos. Não é pouca coisa, não.
O que mais curto fazer são os blogs mesmo. Adoro ficar o dia inteiro procurando notícias, lendo, escrevendo, fotografando… Sonho de consumo: ganhar dinheiro com isso. Me acho lenta, pouco produtiva, confusa. E sei que é por excesso de atividades totalmente diferentes – mais, claro, um excesso de cobrança interna.

Triste, triste

Tô triste, triste.
E sempre que fico assim, corro pra cá. Afinal, o Puzzle é a minha casa, a minha cara, o meu corpo, o lugar pra eu encontrar os meus amigos. E, confesso, não tenho razões para ficar triste. Vejam só:

  • O Ladybug ontem teve muitas visitas e bati o meu recorde de comentários no post sobre os Weimaraners.
  • Recebi um e-mail do povo do DisqFloral com um parabéns de visitante para o site que nós, da ActiveDuck, construímos. UHU!
  • Estou com frila para a Boa Forma.
  • Recomeçamos os trabalhos para os grupos de transmissão de Anatomia Emocional no Palas Athena e a continuidade, no consultório do Saulo.
  • Saiu a primeira matéria sobre o Adega&Vinho, que estou divulgando.
  • O site do Canadá tá ficando bonitão. Mas só mostro quando ficar pronto.

Aí, me diz: porque estou triste? Quero chorar, chorar, chorar. Porque a vida, claro, não é fácil não. Agradeço por ter esta facilidade pra escrever e chorar. Já pensou guardar tudo pra dentro? Tá certo, às vezes preciso mesmo é de um bom interlocutor. E sem alguns amigos pra lá de fiéis, seria impossível. Yara, Paula, PatiKa, o povo da blogosfera, do radinho…
A razão da tristeza? Não importa. A grande pergunta, eu sei, é outra: o que fazer com esta tristeza?