Nina 2009-2019

Mais uma estrelinha. No fim de maio, a Nina se foi.

Sim, de novo convivemos com Síndrome Renal e dessa fez nem deu pra socorrer. Enquanto eu lutava com a dor, procurava atendimento pra dar descanso, ela morreu.

Seu corpinho preto e querido, que sempre estava perto, gelou.

E quando eu estava começando a organizar essa postagem, veio outra perda enorme, monumental, acachapante – que fica para o próximo post.

[interrompi e sigo, quase um mês e meio depois, para registrar essa passagem]

Nina foi uma gata preta e doce. Um tanto tímida, parecia envergonhada. Sempre minúscula. Jamais esqueci o primeiro peso: 965 gramas. Tivemos nove anos de convivência. Sempre foi uma gata doce – e um tanto assustadiça. Era dona do meu colo quando me deitava – e pulava assim que eu me mexia.

 

Seu lugar preferido: em cima da mesa

Sempre em volta de mim, adorava ficar entre eu e o teclado – ou na minha frente, na mesa. Nunca se entrosou muito com os outros gatos. Ela e Beta viviam a trocar “fus” e patadas. Não foram poucas as vezes que tive de interferir.

Adorava brincar e seus preferidos eram a varinha de pescar e as bolinhas.

Nina foi na frente abrir caminho pra Vera. Nem deu tempo de engolir essa perda e já tomei outro caldo…

Nina e Paula Maria
No colo de Paula Maria

Liane, a moça que virou estrela

Liane
“A democracia é poética”, Liane Lira, via OpenKnowledge Brasil

Eu só conheci a Liane nas listas de discussão. No Ônibus Hacker, mais precisamente. Não tive a honra ou a oportunidade de conhecê-la melhor, saber quem era. Mas a vi. E, graças aos muitos amigos em comum que temos/tivemos, soube que ela morreu.

Faz tempo que não choro por conta de mortes. Uns dois anos, pra ser mais exata – 2013 levou, em pouco mais de um mês, meus dois gordos preferidos, o Márcio Ribeiro e o Danilo, cujo post-memória devo até hoje, por absoluta impossibilidade de falar sobre ele.

eu não “conheci” a Liane e me entristeci com a sua partida. E aí descobri que ela era a mulher atrás do Diego, na foto que tanto amo. E pude ler outro depoimento, que inspirado em Sagan, me fez chorar de novo.

porque a gente merece mais gente iluminada, amorosa, hacker

porque ela não está mais aqui e nós, viventes, teremos que dar um cheio de fazer mais amor; plantar mais compreensão; hackear mais a vida; nos entendermos; criar outro mundo, mais cheio de universo, menos recheado de ego;

porque a gente precisa viver assim: pra deixar todo mundo desacorçoado quando morrer.

[E eu tenho sérias dúvidas de que tenho vivido assim, então choro pela Liane e por mim]

porque eu invejo muito todo mundo que morre dormindo. Ou que cai duro (como foram o Márcio e o Danilo)

Neste dia de chuva em Sampa, minhas lágrimas são pela Liane – e por mim, falhando miseravelmente em transformar meus sonhos em realidade.

LLCamp FotoRecado: Corazon Partido

“Todo caminho da gente é resvaloso.

Mas também, cair não prejudica demais

A gente levanta, a gente sobe, a gente volta!…

O correr da vida embrulha tudo; a vida é assim:

Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,

Sossega e depois desinquieta.

O que ela quer da gente é coragem.

Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria,

E ainda mais alegre no meio da tristeza”…

Guimarães Rosa, via minha aluna Miriam Mamber, que conseguiu encaminhar poema que cabe como luva no instante atual.

 

Olhos molhados

foto: 4-6, CC-BY-NC-NDfoto: 4-6, CC-BY-NC-ND

Com olhos molhados sigo em frente

Crente na máxima de que as lágrimas levantam o barco do leito seco e nos levam a um lugar melhor

E que vale o caminho, não o destino…

I miss Lina

Tomorrow is my birthday. And I’ve Just received a post card from Lina, now in Seattle again, with good news. I went again to her facebook photos to remember last Easter, when she was here. Missing Lina. Although she is only a click away. More than I miss my two other distant friends, who write and talk to me all the time on twitter or gtalk…

Lina, I miss you.

Lina, I’m kind of happy.

And I miss long breakfasts with you.