Como você termina?

Essa semana, surgiu uma pergunta no grupo Anatômico: qual é o meu jeito de finalizar alguma coisa? Como faço para terminar uma coisa?
As imagens vieram, fui lembrando minha vida. É bom lembrar a vida desse jeito, descobrindo como a gente faz acontecer coisas. Nesse momento, em que tudo é novo, em que vivo essa reconstrução de modo de vida, é uma lição preciosa, que se espalha por todas as áreas, níveis e fazeres.
Quem quiser, pode colocar nos comentários: como você faz para finalizar alguma coisa? Um namoro, um casamento, uma relação de trabalho, uma amizade… eu quero saber como os outros fazem.
Em tempo: todo mundo sabe como a vida termina, não? Para mais esclarecimentos ao tema, vasta bibliografia à disposição. Os meus preferidos na ordem:
Viver o Seu Morrer, Stanley Keleman, ed. Summus
A Negação da Morte, Ernest Becker, Ed. Record (vencedor do Pulitzer)

Argh

Uma gosma catarrenta tomou conta do meu corpo e da minha alma.
Minha tia foi operada, um “amigo” puxou meu tapete (e eu continuo em pé) e pra variar tô com uma preguiça mortal de fazer os balancetes do condomínio.
Queria publicar a foto da paineira que tirei com o celular, mas quem disse que eu consigo tirar as fotos da engenhoca? E ainda fico dizendo que o meu pai tem problema de Bios (bicho ignorante operando o sistema).
Tô com saudade de dar risada de verdade. Sinto que todas as minhas risadas são tristes, máscaras pra não mostrar como me sinto perdida nesse mundão – não podia ser só um pouco menor pra tornar as escolhas mais fáceis?
Argh, argh, argh.

Mitos contam começos e fins

Do mito de Erisicton, o único caso de Ceres se vingar na mitologia grega, vem a fome que tudo consome, que nada sacia. E fica a sua filha, sem nome, mulher mutante, fêmea mutável, que se salva da escravidão graças a essa capacidade.
Vem a imagem de Eco, ninfa condenada pela ciumenta Hera à última palavra. Última palavra: uma triste repetição do que o outro disse.
Enquanto ecoava a pergunta “o que faremos?” surge a imagem do velho Clint, cada vez mais pistoleiro, a matar o que ama e já não pode viver. Só pra depois sumir no mundo sem deixar vestígios. Parece o sonho de consumo dos emparedados: evanescer.