Violets for your furs

Era um dia de verão. Sexta-feira de Carnaval. Eu imaginando como seria sair com o Bola Preta no Rio, preparando o tal do site que nunca sai (uff), fazendo orçamentos, últimos contatos antes da parada geral para a folia. E rolava uma discussão quente nas tais das listas. E eu esquentei junto: mandei uma mensagem ENORME, sem medo de pancada. Só disse o que realmente sinto a respeito do assunto e do site em questão (não, eu não vou citar). Resultado: o moçoilo que me interessava ficou feliz, feliz. Convidou pra um drinque. (vocês estão vendo o sorrisinho aqui? Imaginem, imaginem)
Mais do que rápido topei. Na velocidade da luz, liguei. Fiz bem – muito bem. Ao vivo, o que senti navegando se confirmou: é um homem maravilhoso, mesmo. Intuição virtual? Rá! Foi de verdade mesmo.
E agora, como diz a Marga linda, segue a vida, começam os disparos, vislumbres de outros mundos. Agora começa este cruzamento único que o amor traz: sorrir pro dia lindo que amanheceu, pra briga dos gatos, pra dor que toma conta quando o moço da uma sumidinha…
Nem tudo são maravilhas. Nunca é. Mas é bom! Preparem-se: poesias virão.
Foto do Flickr da Esther 17 em homenagem aos dias 17 – de todos os meses.

Não te conheço?

Na internet acontecem coisas especiais. Você conhece pessoas, compartilha experiências e descobertas, descobre outros mundos, participa de listas, discute, conta histórias… Mundão feito de gente. E funciona como o mundão “real”: simpatias, parcerias, antipatias e relações vão se fazendo nos contatos.
Hoje tenho mais contato com gente que não conheço pessoalmente ou não vejo há muito tempo do que com gente de carne e osso. Sou uma mulher pra lá de feliz. Uma das coisas que mais gosto é gente – de preferência inteligente e bem-humorada, mas essas qualidades não são condições para um bom encontro.
Tudo isso para deixar claro que estou encantada por um cara que conheci na internet. Ele não tem a menor idéia disso, tenho quase certeza que jamais notou minha “presença”. E a cada dia que passa, me vejo mais derretida. Suas fotos são geniais, o cara escreve textos sensacionais, manda dicas pra lá de bacanas na lista em que o conheci… visito o seu flickr – às vezes até deixo recadinhos mas não declaro interesse -, leio os textos nos blogs (ele também tem muitos), escuto seus podcasts. Já sei que ele também gosta de gatos (tem dois).
Observo tudo, teoricamente coberta de anonimato, e fico na minha. Digo teoricamente porque sei que ele pode descobrir quem eu sou (na internet, como na vida aqui fora, privacidade e anonimato são uma falácia). Mas porque tentaria?
Suspiro.
Vou trabalhar que ganho mais. Mas que este homem parece ser um pedaço de mau caminho, ah, isso ele parece. Estou curiosa.

Tadinho

É duro ter muitos corpos para administrar: professora, mulher, profissional, jornalista.
É difícil ter muitos blogs também – principalmente quando um é pessoal.
Acabo de me tocar que não escrevo aqui há 12 dias! Meu “journal” ficou parado na declaração da tristeza (a crise foi pra conta da TPM). Não é o mapa correto da minha vida.
Nestes últimos dias investi pesado na divulgação do você na web, em vender o Yellow Duck (casa de ferreiro, espeto de pau: o site ainda não está no ar) e buscar um novo emprego. Além disso,
tem trabalho para o Canadá (ainda é segredo) e divulgação do Adega&Vinhos. Não é pouca coisa, não.
O que mais curto fazer são os blogs mesmo. Adoro ficar o dia inteiro procurando notícias, lendo, escrevendo, fotografando… Sonho de consumo: ganhar dinheiro com isso. Me acho lenta, pouco produtiva, confusa. E sei que é por excesso de atividades totalmente diferentes – mais, claro, um excesso de cobrança interna.