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	<title>Puzzle Diario</title>
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	<description>A vida é um imenso quebra-cabeças, que se rearranja ao sabor dos encontros, das emoções, dos afetos e das intensidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Jan 2012 17:16:46 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Descobertas no começo de 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 17:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Dormir direito é uma bênção. Sonhar é fundamental para ter mais informação sobre si. Eu ainda preciso ralar como uma moura pra resolver as questões que vêm da minha história (aka: infância, família, etc) Desconectei das fontes. Isso dá uma &#8230; <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2012/01/descobertas-no-comeco-de-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="sunflower, Kibbles, CC-BY-ND" src="http://farm4.staticflickr.com/3044/2697704862_838cb47a71_d.jpg" alt="sunflower, Kibbles, CC-BY-ND" width="281" height="500" /></p>
<p>Dormir direito é uma bênção.</p>
<p>Sonhar é fundamental para ter mais informação sobre si.</p>
<p>Eu ainda preciso ralar como uma moura pra resolver as questões que vêm da minha história (aka: infância, família, etc)</p>
<p>Desconectei das fontes. Isso dá uma angústia gigante, porque me sinto fora do fluxo.</p>
<p>Conectei em mim. E descubro como ser mais eficiente, quais as perguntas que realmente fazem crescer&#8230;</p>
<p>Meu jeito de cortar o que não funciona é virar as costas e andar.</p>
<p>Meu jeito de mostrar que não quero é o silêncio.</p>
<p>Meu jeito de fazer é do ouvido para os dedos.</p>
<p>Um eu que não está isolado, imerso num enorme mar cheio de história, de línguas, de relações, de vida, de sentidos.</p>
<h2>Qual será o design mais funcional para a minha forma?</h2>
<p>Este corpo ecto-endo que vai em direção à última maturidade&#8230; como? Quem estou deixando de ser? Quem estou cultivando aqui?</p>
<p>Uma infinidade de perguntas para marinar este corpo que se chama Lucia</p>
<p>Foto: <a title="sunflower, Kibbles, CC-BY-ND" href="http://www.flickr.com/photos/kibbles/2697704862/in/photostream/">sunflower, Kibbles, CC-BY-ND</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Olhos molhados</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/10/olhos-molhados/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 13:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[momento]]></category>
		<category><![CDATA[registro]]></category>

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		<description><![CDATA[foto: 4-6, CC-BY-NC-ND Com olhos molhados sigo em frente Crente na máxima de que as lágrimas levantam o barco do leito seco e nos levam a um lugar melhor E que vale o caminho, não o destino&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="foto: 4-6, CC-BY-NC-ND" src="http://farm4.static.flickr.com/3172/2626844808_6f31cf9e7e_d.jpg" alt="foto: 4-6, CC-BY-NC-ND" width="335" height="500" />foto: <a title="4-6" href="http://www.flickr.com/photos/angela-and-andrew/2626844808/in/photostream/" target="_blank">4-6</a>, CC-BY-NC-ND</p>
<p>Com olhos molhados sigo em frente</p>
<p>Crente na máxima de que as lágrimas levantam o barco do leito seco e nos levam a um lugar melhor</p>
<p>E que vale o caminho, não o destino&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a arte de &#8220;ostrar&#8221;</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/10/a-arte-de-ostrar/</link>
		<comments>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/10/a-arte-de-ostrar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 08:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[foto: daniel stark, CC-BY-NC-SA aí você chega a uma determinada altura e parte o seu coração sozinha mesmo. não precisou de nenhuma ajuda &#8211; fez a meleca por conta própria Enquanto lambe as feridas, olha pra trás&#8230; e aí aparece &#8230; <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/10/a-arte-de-ostrar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="untitled, daniel stark, CC-BY-NC-SA" src="http://farm7.static.flickr.com/6167/6139736025_1109448c4d_z_d.jpg" alt="untitled, daniel stark, CC-BY-NC-SA" width="640" height="480" />foto: <a title="daniel stark, CC-BY-NC-SA" href="http://www.flickr.com/photos/web-stark/6139736025/in/photostream/" target="_blank">daniel stark, CC-BY-NC-SA</a></p>
<p>aí você chega a uma determinada altura e parte o seu coração<br />
sozinha mesmo.<br />
não precisou de nenhuma ajuda &#8211; fez a meleca por conta própria</p>
<p>Enquanto lambe as feridas, olha pra trás&#8230;<br />
e aí aparece um padrão</p>
<p>Na hora H, no momento decisivo, algo dentro se parte<br />
Me afasto, falho, falto, sumo, desapareço<br />
Num passe de auto-sabotagem, coloco para correr exatamente as pessoas (duro este plural, mas é verdadeiro) que mais me conhecem e exigem o melhor de mim</p>
<p>Ou pior: deixo a ostra me engolir.<br />
E os amigos queridos vão sumindo no tempo, na vida, ficam longe&#8230;</p>
<p>Resultado prático: evito conexões, questionamentos e não olho para o que tem que ser tratado e cuidado.</p>
<p>Que feio!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>5 dicas para remendar um coração partido</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/09/5-dicas-para-remendar-um-coracao-partido/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 20:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[dicas para remendar um coração partido.  <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/09/5-dicas-para-remendar-um-coracao-partido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/wp-content/uploads/2011/09/LLCamp-FotoRecado_corazonpartido.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1016" title="LLCamp FotoRecado_corazonpartido" src="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/wp-content/uploads/2011/09/LLCamp-FotoRecado_corazonpartido.jpg" alt="LLCamp FotoRecado: Corazon Partido" width="218" height="307" /></a>foto: <a title="Diapositivo Fotografia" href="http://www.diapositivo.com.br" target="_blank">Gabi Butcher</a></p>
<p>Depois de ter o coração partido muitas vezes &#8211; diz a lenda que tenho o dedo podre&#8230; &#8211; eu me sinto na obrigação de compartilhar o que aprendi:<br />
1. ficar triste não é pecado. Faz parte. quem aceita, faz passar mais rápido.<br />
2. existe um mantra que ajuda: eu vou esquecer, eu vou esquecer, eu vou esquecer.<br />
3. tenha sempre uma amiga de confiança que possa te dar socorro. Esta deveria ser a primeira, porque é a mais importante.<br />
4. outro mantra: vai passar, vai passar, vai passar.<br />
5. pega leve: pensar positivo ajuda muito a salvar a pátria.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>rasante rápido</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/08/rasante-rapido/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 23:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[a grande vontade é deitar e deixar de existir. pronto. sossego eterno garantido&#8230; será que para aprender a morrer a gente vive intensamente estes instantes? mil perguntas, um fluxo constante, enquanto navego entre o de sempre e o novo que &#8230; <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/08/rasante-rapido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a grande vontade é deitar e deixar de existir. pronto. sossego eterno garantido&#8230;</p>
<p>será que para aprender a morrer a gente vive intensamente estes instantes?</p>
<p>mil perguntas, um fluxo constante, enquanto navego entre o de sempre e o novo que me persegue.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>be happy</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 17:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[internet-blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[be happy, um comando, uma consignia, um jeito de viver - e estar no mundo.  <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/05/be-happy/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/wp-content/uploads/2011/05/blob_Copy.1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1005" title="blob_Copy.1" src="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/wp-content/uploads/2011/05/blob_Copy.1-300x235.jpg" alt="Blob, por gapingvoid" width="300" height="235" /></a></p>
<p>No meio do frio intenso<br />
Eu precisava mesmo de algo dourado<br />
Alegre e forte<br />
Que me lembre do que sou<br />
De quem eu realmente sou</p>
<p>Hoje o Hugh me lembrou, logo cedo, de que não adianta xongas tentar ser igual a todo mundo. Ou querer se encaixar em algo que você já sabe que não funciona.</p>
<p>Junto com o texto que a <a href="http://www.problogger.net/archives/2011/05/18/how-to-quit-your-job-move-to-paradise-and-get-paid-to-change-the-world/" target="_blank">Nosphie mandou ontem no Twitter</a>, isso me lembra: sim, eu quero mudar o mundo &#8211; e ser feliz.<br />
Melhor de tudo? Eu sei onde estou! <img src='http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>my stupid mouth</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/04/my-stupid-mouth/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 03:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[família]]></category>

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		<description><![CDATA[my stupid mouth... erros que se repetem porque a gente abre a boca...  <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/04/my-stupid-mouth/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>apesar de ter sido a pedidos, abrir a boca não promoveu entendimento. Enquanto o desentendimento rola entre seres queridos, o conselho é velho. </p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ic0FCyZUo1E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>teste de link para o Bruno</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/03/teste-de-link-para-o-bruno/</link>
		<comments>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/03/teste-de-link-para-o-bruno/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 18:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[com a bênção de uma joaninha, lá vai um link para o Power to the Children]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>com a bênção de uma joaninha, lá vai um link para o <a href="http://ascriancasaopoder.org">Power to the Children</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lucia, Os Escravos, por Castro Alves</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/03/lucia-os-escravos-por-castro-alves/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 18:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente não sabe, mas eu tenho um filhote carioca, o Cadu Castro Alves. Fruto da blogosfera na minha vida, meu querido encontrou um poema do seu homônimo famoso que se chama&#8230; Lucia. O mais engraçado é que eu já &#8230; <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2011/03/lucia-os-escravos-por-castro-alves/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente não sabe, mas eu tenho um filhote carioca, o Cadu Castro Alves. Fruto da blogosfera na minha vida, meu querido encontrou um <a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/castro-alves/lucia.php">poema do seu homônimo famoso que se chama&#8230; Lucia</a>. O mais engraçado é que eu já ganhei um trecho deste poema numa brincadeira qualquer entre blogs – e tinha esquecido completamente disso&#8230;
</p>
<p>Para ilustrar, fotoca tirada do fundo do baú por uma colega de escola. E vamos nós envelhecendo. O poema é triste, como só Castro Alves sabia ser. Não me diz, poucos brasileiros sabem me dizer. Talvez só eu – às vezes&#8230; de todo jeito, é presente querido e fica aqui guardado, no meu mapa (quase) abandonado&#8230;
</p>
<p>
 </p>
<p><strong>Castro Alves<br />
</strong></p>
<p>Na formosa estação da primavera <br/>Quando o mato se arreia mais festivo, <br/>E o vento campesino bebe ardente <br/>O agreste aroma da floresta virgem&#8230; <br/>Eu e Lúcia, corríamos — crianças — <br/>Na veiga, no pomar, na cachoeira, <br/>Como um casal de colibris travessos <br/>Nas laranjeiras que o Natal enflora.
</p>
<p>Ela era a cria mais formosa e meiga<br/>Que jamais, na Fazenda, vira o dia &#8230;<br/>Morena, esbelta, airosa&#8230; eu me lembrava<br/>Sempre da corça arisca dos silvados<br/>Quando via-lhe os olhos negros, negros<br/>Como as plumas noturnas da graúna,<br/>Depois&#8230; quem mais mimosa e mais alegre?&#8230;<br/>Sua boca era um pássaro escarlate<br/>Onde cantava festival sorriso.<br/>Os cabelos caíam-lhe anelados<br/>Como doudos festões de parasitas&#8230;<br/>E a graça&#8230; o modo&#8230; o coração tão meigo?l&#8230;
</p>
<p>Ai! Pobre Lúcia&#8230; como tu sabias,<br/>Festiva, encher de afagos a família,<br/>Que te queria tanto e que te amava<br/>Como se fosses filha e não cativa&#8230;<br/>Tu eras a alegria da fazenda;<br/>Tua senhora ria-se, contente<br/>Quando enlaçavas seus cabelos brancos<br/>Co&#8217;as roxas maravilhas da campina.<br/>E quando à noite todos se juntavam,<br/>Aos reflexos doirados da candeia,
</p>
<p>Na grande sala em torno da fogueira,<br/>Então, Lúcia, sorrindo eu murmurava:<br/>&#8220;Meu Deus! um beija-flor fez-se criança&#8230;<br/>Uma criança fez-se mariposa!&#8221;
</p>
<p>Mas um dia a miséria, a fome, o frio,<br/>Foram pedir um pouso nos teus lares&#8230;<br/>A mesa era pequena&#8230; Pobre Lúcia!<br/>Foi preciso te ergueres do banquete<br/>Deixares teu lugar aos mais convivas&#8230;
</p>
<p>Eu me lembro&#8230; eu me lembro&#8230; O sol raiava.<br/>Tudo era festa em volta da pousada&#8230;<br/>Cantava o galo alegre no terreiro,<br/>O mugido das vacas misturava-se<br/>Ao relincho das éguas que corriam<br/>De crinas soltas pelo campo aberto<br/>Aspirando o frescor da madrugada.
</p>
<p>Pela última vez ela chorando<br/>Veio sentar-se ao banco do terreiro&#8230;<br/>Pobre criança! que conversas tristes<br/>Tu conversaste então co&#8217;a natureza.
</p>
<p>&#8220;Adeus! pra sempre, adeus, ó meus amigos,<br/>Passarinhos do céu, brisas da mata,<br/>Patativas saudosas dos coqueiros,<br/>Ventos da várzea, fontes do deserto! &#8230;<br/>Nunca mais eu virei, pobres violetas,<br/>Vos arrancar das moitas perfumadas,<br/>Nunca mais eu irei risonha e louca<br/>Roubar o ninho do sabiá choroso&#8230;<br/>Perdoai-me que eu parto para sempre!<br/>Venderam para longe a pobre Lúcia!&#8230;&#8221;
</p>
<p>Então ela apanhou do mato as flores<br/>Como outrora enlaçou-as nos cabelos,<br/>E rindo de chorar disse em soluços:<br/>&#8220;Não te esqueças de mim que te amo tanto&#8230;&#8221;
</p>
<p>Depois além, um grupo, informe e vago,<br/>Que cavalgava o dorso da montanha,<br/>Ia esconder-se, transmontando o topo. . .
</p>
<p>Neste momento eu vi, longe&#8230; bem longe,<br/>Ainda se agitar um lenço branco&#8230;<br/>Era o lencinho tremulo de Lúcia&#8230;
</p>
<p>epílogo
</p>
<p>Muitos anos correram depois disto &#8230;<br/>Um dia nos sertões eu caminhava<br/>Por uma estrada agreste e solitária,<br/>Diante de mim ua mulher seguia,<br/>— Co&#8217; o cântaro à cabeça — pés descalços,<br/>Co&#8217;os ombros nus, mas pálidos e magros &#8230;
</p>
<p>Ela cantava, com uma voz extinta,<br/>Uma cantiga triste e compassada &#8230;<br/>E eu que a escutava procurava, embalde,<br/>Uma lembrança juvenil e alegre<br/>Do tempo em que aprendera aqueles versos&#8230;<br/>De repente, lembrei-me. . . &#8220;Lúcia! Lúcia!&#8221;<br/>&#8230; A mulher se voltou &#8230; fitou-me pasma,<br/>Soltou um grito. . . e, rindo e soluçando,<br/>Quis para mim lançar-se, abrindo os braços.<br/>&#8230; Mas súbito estacou &#8230; Nuvem de sangue<br/>Corou-lhe o rosto pálido e sombrio &#8230;<br/>Cobriu co&#8217;a mão crispada a face rubra<br/>Como escondendo uma vergonha eterna &#8230;<br/>Depois, soltando um grito, ela sumiu-se<br/>Entre as sombras da mata &#8230; a pobre Lúcia!
</p>
<p>
 </p>
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		<title>@gapingvoid again&#8230;</title>
		<link>http://puzzlediario.ladybugbrazil.com/2010/08/gapingvoid-again/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 20:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[You don’t have to get a job with a famous company or hot-shot industry in order to have a spectacular career. You just have to do what you do with reverence. Hugh]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>You don’t have to get a job with a famous company or hot-shot industry in order to have a spectacular career. You just have to do what you do with reverence.
</p></blockquote>
<p><a href="http://gapingvoid.us1.list-manage1.com/track/click?u=028de8672d5f9a229f15e9edf&#038;id=e73fa58407&#038;e=4a79bbd0c6">Hugh</a></p>
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