O mal estar, que parecia um bode preto amarrado na cadeira, acaba de evaporar. Tomei decisões, durante a sessão de terapia de hoje que me fizeram ficar mais tranqüila e a vida, de repente, ganhou luz…
Como nem tudo são flores – ainda – há também uma má notícia: a minha querida PP perdeu seu companheirão de anos e anos, o Bob. Hoje, aos 19 anos ele foi correr e brincar com a Charlote e os furões da Zel – e todos os outros animais que se ligam aos humanos para cuidá-los e mimá-los. Eu sei que PP tá sofrida, embora seja mulher forte e de garra. E, infelizmente não tenho nenhuma foto de mister Babu por aqui.
Junto com a luz, o luto. Com o luto, a libertação da luz. Que a Mãe tome conta de todos nós.

Lu.
Teu texto tem três dias, mas só o li agora.
Como sabes, estou curtindo o luto pela morte de meu pai, e esta manhã sonhei com ele. No sonho ele me dava um cheque de R$ 1.900,00, que eu recusei; aí ele morreu de novo, e eu fui pegar uma camisa (amarela, da cor do cheque) e estavam lá no bolso dela 19 notinhas de cem Reais; perguntei ao meu irmão se ele sabia do que se tratava — tudo isso no sonho — e ele me disse que era meu, pois nosso pai queria me dar aquela soma mas eu tinha recusado, então ele botou o dinheiro lá para quando eu achasse.
Pra mim foi extremamente significativo este sonho, porque me dei conta do que nunca foi dúvida pra mim: a maneira dos meus manifestarem amor sempre foi pela grana; se queriam dar amor ofereciam grana; se estavam carentes de afeto reclamavam da falta de dinheiro; e até agora, depois de desencarnado, a maneira que nossas almas encontraram para eu saber que mesmo de lá ele está me dando amor em doses imensas.
Tomar ciência de tudo isso me deixou — me falta um termo para definir — me deixou estranho. Mas ler teu texto me fez sentir que não estou só.
Beijo.
Te amo.
todos os animaizinhos vão para o céu… e são felizes e amigos. eu acredito nisso de verdade. e mesmo que não fosse verdade, nossos amigos foram amados ao máximo neste tempo que temos juntos, e nos deram amor. só isso já bastaria.
mas tem o céu